Gestores de fundos internacionais avaliaram que o Brasil pode reverter a fuga de talentos, que migra para polos tecnológicos estrangeiros, impulsionado pelas oportunidades que o estágio atual da inteligência artificial (IA) oferece.
A avaliação foi feita durante o Web Summit Rio, no painel “Identificando o momento da IA no Brasil”. Segundo Gabriel Farme, da Graphene Ventures, o país possui talentos técnicos qualificados e universidades preparadas para competir globalmente. Ele comentou que, embora fundadores exportem para grandes empresas americanas de IA, há perspectiva de retorno ao Brasil para iniciar negócios.
Santiago Fossatti, da Kaszek Ventures, explicou que, enquanto o Brasil enfrenta dificuldades na camada de modelos fundacionais de IA, há uma oportunidade latente na camada de aplicações. Ele afirmou que o acesso à internet e a alavancagem técnica permitem que jovens iniciem empresas com menor capital inicial.
Gustavo Macedo Ahrends, da Norte Ventures, declarou que as aplicações de IA no Brasil funcionarão mais como ferramenta para preencher lacunas de produtividade do que para substituir empregos. Ele disse que a IA virá para impulsionar o país, aproveitando a ineficiência existente, ao contrário do receio de desemprego nos Estados Unidos.


