O Glaciar Tyndall, localizado no sul do Chile, demonstra sinais de recuo e perda de volume, conforme registrado em 10 de maio de 2026. O glaciar, parte do Campo de Gelo Patagônico, tem diminuído desde o fim da Pequena Era do Gelo, um processo monitorado por imagens de satélite e astronautas.
O Campo de Gelo Patagônico constitui a maior massa de gelo no Hemisfério Sul, fora da Antártica. O Glaciar Tyndall, um dos glaciares de saída dinâmicos, tem sofrido retração. Segundo o glaciólogo Mauri Pelto, o glaciar perdeu 2,2 quilômetros de comprimento desde novembro de 2022, após um período de afinamento considerável.
A análise de imagens de órbita, como a capturada por um astronauta em 10 de maio de 2026, permite aos cientistas acompanhar o estado do gelo em regiões remotas. Pelto calculou que, em maio de 2026, a frente do Glaciar Tyndall estava a 30 a 40 metros acima da superfície do lago.
O glaciar tem apresentado eventos de desprendimento de gelo, ou *calving*. Pelto afirmou que o outono austral de 2026 registrou um recuo ativo, embora mais gradual que em anos anteriores. As observações orbitais auxiliam no entendimento dos processos glaciais em áreas com pouca observação terrestre.

