Goiás monitora o avanço do fenômeno El Niño, que deve ganhar força em 2026 e coloca o Brasil em alerta para eventos extremos. Previsões indicam risco de secas severas, ondas de calor e enchentes, dependendo da região do país.
O El Niño, associado ao aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial, altera a circulação atmosférica e os padrões de chuva e temperatura global. O fenômeno costuma favorecer períodos mais secos em áreas do Norte e Nordeste do Brasil, enquanto no Sul, tende a aumentar o volume de chuvas, elevando o risco de alagamentos.
Para lidar com os extremos climáticos, Goiás utiliza a Operação Cerrado Vivo, desenvolvida pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar. O gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), André Amorim, afirmou que a conscientização da população é essencial para mitigar os impactos do período seco.
Amorim alertou que a prática de queimar mato seco gera fuligem e poluição atmosférica. Ele explicou que as mudanças climáticas têm acelerado e intensificado a frequência e a força desses fenômenos, especialmente devido ao aquecimento das águas oceânicas.


