As golas retornam com força às passarelas internacionais, ganhando destaque em coleções de inverno com estilos estruturados e românticos. A tendência, que historicamente simboliza desde autoridade até ousadia, está em alta em grifes como Valentino e Chloé.
A moda atual apresenta uma vasta gama de peças que colocam o pescoço em foco. A gola rufo, por exemplo, que teve auge no século XVI, volta adaptada em vestidos e camisas com tom dramático, segundo a imprensa. A estilista Manu Carvalho comentou que essa predominância em coleções nacionais e internacionais reflete o empoderamento feminino atual.
A tendência abrange desde o modelo minimalista ao barroco, sendo um recurso capaz de conferir altivez às mulheres, afirmou Carvalho. Além das golas tradicionais, há vertentes com formas arquitetônicas, laços e broches. A estilista e professora da PUC-Rio, Luiza Marcier, explicou que as golas funcionam como extensões ou acabamentos das roupas.
Marcier citou a rulê, estética do pós-Segunda Guerra, eternizada por uma atriz norte-americana no filme “Acossado” em 1960. Em 2026, a gola superalta, como a proposta da Courrèges, ganhou o nome de funil. A função primordial, segundo a especialista, é proteger o pescoço e emoldurar o rosto.

