O goleiro Matt Freese, titular na estreia da seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo 2026, é o primeiro atleta formado pela Universidade de Harvard a participar da competição. Freese ingressou em 2016 para cursar economia e concluiu o curso em 2022, durante o período de aulas online.
A participação de Freese na Copa do Mundo demonstra a conciliação entre o esporte de elite e a formação acadêmica. Ele seguiu os passos do pai, neurocirurgião, e de seus dois irmãos, todos graduados em Harvard. Freese precisou interromper os estudos em 2018 para assinar com a liga americana de futebol.
O caso não é isolado no futebol. Outros atletas com formação superior incluem Yuto Nagatomo, defensor que se formou em economia na Universidade Meiji, e Sócrates, meio-campista brasileiro que obteve título em medicina pela Universidade de São Paulo.
Histórias como a de Tostão, atacante brasileiro, também ilustram essa união. Tostão formou-se em medicina após se aposentar cedo, motivado por uma lesão ocular sofrida em campo. O ponta inglês Steve Coppell conciliou carreira no Tranmere Rovers com a graduação em economia na Universidade de Liverpool, aceitando a transferência para o Manchester United sob essa condição.

