A goma de mascar pode trazer benefícios à saúde bucal e ao desempenho cognitivo, segundo especialistas, mas seu uso deve ser limitado e complementar à higiene tradicional. O hábito, observado em figuras públicas, deve ser feito preferencialmente com versões sem açúcar e por períodos curtos.
A ciência aponta que o principal benefício da goma sem açúcar é o estímulo à produção de saliva. Esse aumento ajuda a equilibrar o pH da boca e a remover resíduos alimentares, promovendo uma autolimpeza da cavidade oral. Uma revisão científica indicou que mascar goma sem açúcar pode prevenir cáries, devido à neutralização da acidez e à remineralização do esmalte dentário.
Além da saúde bucal, estudos sugerem que mascar goma pode melhorar o estado de alerta e a atenção sustentada. Pesquisas indicaram que participantes relataram menos distrações e melhor desempenho em atividades profissionais. No sistema digestivo, a mastigação pode auxiliar na recuperação pós-cirúrgica, ativando reflexos digestivos.
Contudo, o uso inadequado gera riscos. O consumo frequente pode provocar dores na mandíbula e agravar disfunção temporomandibular (DTM). Na digestão, a ingestão de ar pode aumentar gases intestinais. Os especialistas reforçam que a goma não substitui a escovação e o fio dental, devendo ser vista apenas como um complemento.

