O governador do Amazonas, Roberto Cidade, assinou quatro decretos que remanejaram mais de R$ 126,6 milhões da reserva de contingência estadual para a execução de emendas parlamentares. Os atos foram publicados no Diário Oficial do Estado em 7 de maio, três dias após a eleição indireta que o levou ao cargo.
A reserva de contingência é uma verba orçamentária destinada a cobrir gastos inesperados ou perdas de arrecadação. Os decretos autorizam a movimentação dos recursos para diferentes órgãos e secretarias estaduais responsáveis pela aplicação das emendas. As áreas beneficiadas incluem Saúde, Educação, Desporto, Justiça, Cultura e Segurança Pública.
O governo alegou que os recursos vieram de uma reserva técnica criada para as emendas, mas os decretos citam a reserva de contingência. Um economista da Universidade Federal de Rondônia explicou que essa reserva serve para cobrir sinistros, como indenizações ou eventos climáticos, como inundações.
Em 2026, o estado já pagou mais de R$ 92,85 milhões em emendas destinadas por deputados estaduais. Segundo o governo, a execução antecipada dos recursos em anos eleitorais segue o cronograma constitucional, não sendo uma medida excepcional.

