O governo brasileiro avalia a conveniência de uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante o G7, que ocorre na França entre os dias 15 e 17 deste mês. A conversa seria relevante se houvesse pontos sobre tarifas ou a classificação de facções criminosas como grupos terroristas.
A possibilidade de um encontro formal depende de conversas prévias entre os auxiliares dos líderes. No entanto, mesmo sem reunião agendada, Lula e Trump devem se encontrar na cúpula, visto que o número de participantes é limitado. O Brasil foi convidado pelos anfitriões franceses para participar do G7, que reúne as sete maiores economias mundiais.
A decisão brasileira surge após o presidente Lula declarar que iria ao G7 devido à possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos nacionais. Desde o encontro em 7 de maio, os EUA classificaram as facções PCC e CV como terroristas e propuseram tarifas de 25% e 12,5% sobre importações brasileiras.
Os Estados Unidos divulgaram relatórios baseados na Seção 301 da Lei de Comércio. Um dos documentos sugeriu tarifa de 25% sobre produtos brasileiros por práticas comerciais consideradas desleais, como uso do Pix e desmatamento. Outro relatório apontou proposta de tarifa de até 12,5% a 60 países por falhas relacionadas a trabalho forçado.


