O governo brasileiro avalia a conveniência de uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante o G7, que ocorre na França entre os dias 15 e 17 deste mês. A discussão surge em meio a investigações dos EUA que propuseram tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros.
A possibilidade de diálogo direto entre os chefes de Estado depende de pontos que Lula possa discutir com Trump, como tarifas ou a classificação de facções criminosas como grupos terroristas. O governo brasileiro ainda não solicitou formalmente a reunião. Mesmo sem um encontro formal, Lula e Trump devem se encontrar na cúpula, visto que o número de participantes é limitado.
Desde maio, os Estados Unidos classificaram as facções PCC e CV como organizações terroristas. Washington divulgou relatórios baseados na Seção 301 da Lei de Comércio, sugerindo um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros por práticas comerciais consideradas desleais, como o uso do Pix e questões de desmatamento.
Em resposta, o governo Lula traça estratégia para tentar barrar a taxa de 25% e evitar a lista de 12,5%. A cúpula do G7, à qual o Brasil foi convidado, deve abordar temas como os desequilíbrios macroeconômicos globais, tema que Lula deve tratar em sua fala.


