O governo brasileiro avalia a conveniência de uma nova reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante o G7, que ocorrerá na França entre 15 e 17 de junho. A conversa seria relevante se houvesse pontos sobre tarifas ou a classificação de facções criminosas como terroristas, tema que já gerou tensões comerciais.
A decisão de solicitar o encontro depende de conversas prévias entre os auxiliares dos dois chefes de Estado. Embora não haja pedido formal de reunião até o momento, Lula e Trump devem se encontrar na cúpula, visto que o número de participantes é limitado. O Brasil foi convidado pelos anfitriões franceses para participar do G7, que reúne as sete maiores economias mundiais.
A pauta tarifária é central. Desde o encontro em 7 de maio, os Estados Unidos classificaram as facções PCC e CV como organizações terroristas. Em decorrência, Washington propôs tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros, após investigações baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio.
Em relatórios recentes, o governo Trump sugeriu o tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais desleais, como o uso do Pix e questões de desmatamento. Além disso, Washington anunciou proposta de tarifa de até 12,5% a 60 países por falhas relacionadas a trabalho forçado. Apesar disso, o presidente brasileiro deve abordar a questão das tarifas em sua fala no G7, pois os desequilíbrios macroeconômicos globais são tema central da cúpula.


