O governo brasileiro confirmou, neste sábado (6), que mantém diálogos com a Europa após a União Europeia (UE) oficializar o veto à importação de diversos produtos de origem animal do país. A medida, formalizada por Regulamento de Execução (UE) 2026/1189, proíbe a entrada de carnes bovinas, de aves e de equídeos, além de mel e produtos de aquicultura, a partir de 3 de setembro.
O Ministério das Relações Exteriores informou que há “diálogos em curso com o lado europeu”. O Itamaraty, contudo, não se pronunciou sobre “tratativas em andamento, com vistas a resguardar a boa condução do processo negociador”.
A decisão da UE foi fundamentada no descumprimento de exigências sanitárias ligadas ao controle do uso de antibióticos na pecuária. Em maio, o governo havia recebido a notícia da retirada do Brasil da lista preliminar de países que cumpriam as normas, o que gerou surpresa no Ministério das Relações Exteriores.
Com o veto, que passa a valer em 3 de setembro, ficam barrados no bloco europeu produtos como carnes bovinas, de aves e de equídeos, além de mel, tripas e produtos de aquicultura brasileiros. Na lista preliminar de maio, vizinhos como Argentina, Colômbia e México foram validados para continuar exportando.


