O governo Luiz Inácio Lula da Silva prioriza a abertura do Brasil a mercados externos, marcando uma mudança na postura histórica da esquerda brasileira, que antes tratava o livre-comércio como tabu.
Historicamente, o desenvolvimentismo que influencia o PT manteve o Brasil com uma economia fechada, tratando acordos comerciais como tabu e vendo o livre-comércio como agenda neoliberal. Essa mentalidade protecionista parecia consolidada no cenário econômico nacional.
A mudança de perspectiva foi influenciada pelos rompantes tarifários observados durante o período de Donald Trump na Casa Branca. Diante do protecionismo de seu adversário, a esquerda brasileira passou a aderir a princípios liberais.
No novo discurso, o governo utiliza o termo “multilateralismo”, mas a essência dessa mudança é a queda de barreiras comerciais, o que corresponde à definição de liberalismo econômico.

