O governo Lula lançou o Desenrola Adimplentes e encaminhou ao Congresso um projeto que amplia o teto do Microempreendedor Individual (MEI) nesta segunda-feira (29). As ações buscam aliviar o custo do crédito e facilitar o crescimento de pequenos negócios, respondendo à percepção de que a melhora econômica ainda não chega ao cotidiano de parte do eleitorado.
O Desenrola Adimplentes, em sua nova modalidade, atende consumidores que mantêm pagamentos em dia, mas possuem financiamentos com juros elevados. A iniciativa visa substituir essas operações por crédito com taxas menores antes que essas famílias se tornem inadimplentes. Dados da pesquisa Genial/Quaest indicam que 69% dos brasileiros possuem alguma dívida, sendo que 73% dos que recebem até dois salários mínimos estão endividados.
Em paralelo, o projeto enviado ao Congresso propõe elevar o teto anual do MEI, atualmente em R$ 81 mil, para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. A proposta também autoriza a contratação de um segundo empregado, atendendo a reivindicações de pequenos empreendedores. Essa medida afeta um segmento sensível ao custo financeiro e relevante na disputa eleitoral.
A estratégia governamental foca no orçamento familiar, pois a queda na parcela de um empréstimo ou a possibilidade de permanecer no regime do MEI geram impacto imediato na renda disponível. Contudo, o sucesso do Desenrola Adimplentes depende da adesão dos bancos, enquanto a ampliação do MEI requer avanço no Congresso.

