O governo brasileiro intensificou negociações com a União Europeia para reverter a exclusão do país da lista de exportadores de produtos de origem animal. A medida, que restringe a venda de carne e derivados, ocorreu após o bloco europeu alegar que o Brasil não apresentou dados suficientes sobre o controle de antimicrobianos.
O Ministério das Relações Exteriores tratou do tema com o comissário de Comércio da União Europeia na última quinta-feira (4). O governo busca uma revisão parcial da decisão antes de sua entrada em vigor, prevista para setembro. Paralelamente, o Ministério da Agricultura e o setor produtivo trabalham para atender às exigências europeias, como a ampliação da troca de informações e visitas técnicas a propriedades rurais.
A exclusão foi oficializada nesta sexta-feira (5). Com a nova lista, o Brasil foi retirado da permissão para exportar carne bovina, carne de frango, carne de cavalo, tripas, pescado e mel. A Comissão Europeia informou que o Brasil não forneceu as informações necessárias para comprovar o atendimento integral às normas do bloco sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
O Brasil foi o único país removido da lista por não apresentar os dados solicitados. Enquanto isso, Argentina, Paraguai e Uruguai mantiveram a autorização de exportação de produtos de origem animal ao bloco europeu, dentro das regras vigentes.


