Análises de registros financeiros indicam que grandes bancos não estão comprando XRP em volume significativo. Enquanto Goldman Sachs vendeu sua posição, Morgan Stanley adquiriu uma parcela pequena. Em contraste, o SBI Shinsei Bank iniciou um piloto no Japão que distribui o ativo a milhões de depositantes.
Os dados de registros de instituições financeiras mostram movimentos opostos no último trimestre. O Goldman Sachs liquidou sua posição em XRP, que somava 153,8 milhões de dólares em quatro ETFs spot, conforme registro do quarto trimestre de 2025. Essa posição representava quase três quartos do total detido pelos 30 maiores compradores institucionais divulgados na época. O banco não abandonou o mercado cripto, mantendo cerca de 700 milhões de dólares em ETFs de Bitcoin.
Morgan Stanley, por sua vez, registrou a compra de exposição a XRP, totalizando cerca de 15.488 dólares em ETFs. Contudo, a imprensa aponta que esses registros são instantâneos de fim de trimestre e podem refletir inventário de clientes. Os fluxos de ETFs, mais atuais, indicam que o dinheiro entra, mas não necessariamente nas balanças dos bancos.
A confusão com a adoção bancária surge das parcerias com a Ripple. Instituições como Deutsche Bank e Société Générale utilizam a infraestrutura da empresa, como o stablecoin RLUSD, para pagamentos transfronteiriços, sem que isso configure a compra do ativo XRP. O uso do token ocorre principalmente para cobrir taxas de rede.
A exceção notável é o SBI Shinsei Bank, no Japão. Em 10 de junho, o banco iniciou um piloto para cerca de 4,33 milhões de contas, oferecendo vouchers redimíveis em XRP. Este movimento representa um banco grande direcionando milhões de poupadores para o token, diferentemente das parcerias de infraestrutura.


