Startups enfrentam um novo desafio com a ascensão dos grandes laboratórios de inteligência artificial, que não apenas competem, mas também oferecem ferramentas para soluções próprias. O tema foi debatido no Technology Alliance Seattle Investor Summit+Showcase, em Redmond, Washington, onde especialistas discutiram a sobrevivência no mercado.
Bryan Hale, da Anthos Capital, afirmou que a velocidade de atuação é essencial para superar os grandes players de tecnologia. Ele comparou a situação atual a uma era anterior, quando a chegada de novos serviços de grandes empresas gerava preocupações, mas que hoje o cenário é diferente. Empresas estão utilizando ferramentas de codificação, como Codex e Claude Code, para criar aplicações que antes eram vendidas como softwares por assinatura, como automação de vendas e planejamento de demanda.
Yifan Zhang, da AI2 Incubator, comentou que os problemas mais difíceis ainda exigem paciência e conhecimento profundo. Ela declarou que, com o código acessível, “se destacar, distribuição, capturar atenção, é muito mais difícil do que antes.” Mia Lewin, da TheFounderVC, sugeriu que a estratégia deve começar pela escolha de um alvo pequeno, um “cunha” que os laboratórios de IA não priorizarão, exigindo profundo conhecimento do setor.
Tim Porter, da Madrona Ventures, disse que a ansiedade do mercado é exagerada, citando startups de tecnologia jurídica que continuam crescendo. Por sua vez, Vijaye Raji, CTO de aplicações da OpenAI, explicou que o foco mudou: “O problema não é mais a geração de código. O problema agora são todas as ferramentas de teste, todas as ferramentas de construção.”


