A greve dos motoristas de ônibus no Rio de Janeiro entrou no segundo dia, nesta terça-feira, 30 de junho. A paralisação, iniciada na segunda-feira, 29, causa longas esperas em pontos e terminais da cidade. O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) realizará uma audiência de conciliação sobre o dissídio coletivo.
Apesar da audiência marcada para a manhã no TRT-1, a greve segue ativa. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, planeja uma assembleia da categoria após a reunião, com a expectativa de fechar um acordo. No primeiro dia, garagens registraram ônibus parados, e passageiros relataram esperas de até duas horas em diversas regiões.
O Rio Ônibus, que representa as viações, informou que apenas 900 coletivos circularam no dia, ficando abaixo dos 1.800 previstos, o que corresponde a 50% da frota, conforme determinação da Justiça do Trabalho. A Justiça considerou a greve legal, mas impôs a manutenção de parte da operação por ser serviço essencial, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia para o Sindicato dos Rodoviários e o Rio Ônibus.
A categoria reivindica piso de R$ 4 mil para motoristas convencionais e R$ 5 mil para condutores de articulados, além de tíquete-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde, plano odontológico, escala 5×2 e contratação pelo regime da CLT. A Prefeitura acompanha a paralisação e solicitou à Justiça o aumento da frota mínima para mitigar os transtornos.

