Motoristas de ônibus municipais do Rio de Janeiro iniciaram greve na segunda-feira (29) e a paralisação atinge linhas convencionais, seguindo determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). A ordem judicial exige que pelo menos 50% da frota circule em cada linha e itinerário, impactando o transporte público da cidade.
A paralisação, que começou à 0h, já gerou maior lotação em terminais e menor oferta de transporte para moradores. O TRT-1 impôs multa diária de R$ 50 mil para o sindicato e para o Rio Ônibus, que representa as empresas, caso a determinação não seja cumprida.
A categoria reivindica diversos pontos, incluindo piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e R$ 5 mil para condutores de articulados. A pauta também abrange tíquete-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde, plano odontológico e a contratação CLT para funcionários da Mobi-Rio.
A Justiça considerou a greve legal, mas impôs a manutenção de parte da operação por se tratar de serviço essencial. A desembargadora Maria Helena Motta também proibiu demissões sem justa causa motivadas pela participação na paralisação. A greve segue por tempo indeterminado, aguardando acordo entre trabalhadores, empresas e poder público.

