A greve dos rodoviários, iniciada na segunda-feira, causou grande dificuldade de deslocamento no Rio de Janeiro. Os passageiros enfrentam ônibus lotados e o custo de corridas por aplicativo aumentou significativamente, enquanto os trabalhadores reivindicam melhores condições salariais.
A paralisação afeta as linhas municipais e o sistema BRT. Os trabalhadores buscam piso salarial de R$ 4 mil para motoristas convencionais e R$ 5 mil para condutores articulados, além de reajuste no vale-alimentação e adoção da jornada 5×2, conforme reivindica a categoria.
Embora o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) tenha determinado a circulação de pelo menos 50% da frota, o Rio Ônibus informou que 860 dos 1,8 mil ônibus previstos estão em circulação. A cena nas ruas mostra poucos coletivos, que são rapidamente lotados por dezenas de passageiros.
A alternativa de transporte por aplicativo registrou alta demanda e preços inflacionados. Usuários relatam que o custo de uma viagem pode dobrar; um trecho do Centro para Copacabana, por exemplo, passou de cerca de R$ 30 para R$ 51, segundo informações de aplicativos.
O Sindicato dos Rodoviários convocou assembleia após audiência de mediação no TRT-1, esperando um acordo que encerre a greve, considerada legal pela Justiça.

