A paralisação dos ônibus no Rio de Janeiro segue em curso, sem acordo entre rodoviários e empresas de transporte. A greve, iniciada na noite anterior, afeta o deslocamento de cariocas e deve continuar até o início da tarde, enquanto aguardam a audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1).
A paralisação começou à meia-noite, após decisão da categoria, afetando linhas municipais e o sistema BRT. Os trabalhadores reivindicam piso salarial de R$ 4 mil para motoristas convencionais e R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados, além de aumento no vale-alimentação e a adoção da jornada de trabalho na escala 5 por 2, segundo o sindicato.
O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) havia determinado a circulação de pelo menos 50% da frota de cada linha. Contudo, o Rio Ônibus informou que apenas 900 dos 1,8 mil ônibus previstos circularam. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 50 mil, aplicada tanto ao sindicato da categoria quanto ao patronal. O sistema BRT operou com 68% da frota planejada no dia de ponto facultativo, conforme nota da Mobi-Rio.
Para mitigar os impactos, o prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a prefeitura mobilizou equipes para garantir 70% da frota do BRT e reforçou a operação de trens e metrô. Apesar dos esforços, passageiros relataram longas filas e ônibus lotados nos terminais, enquanto o custo de viagens por aplicativo aumentou.

