O Grupo Globo recebeu R$ 267 milhões em publicidade estatal federal da Secom, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Os pagamentos, referentes à veiculação de mensagens da administração petista, ocorreram entre 1º de janeiro de 2023 e 15 de junho de 2026.
A cifra representa 25,6% do total gasto pela administração petista com propaganda, segundo a conta do Palácio do Planalto. O montante não inclui despesas de empresas estatais ou de outros ministérios, cujo gasto não é divulgado com transparência desde 2017. No período de 2000 a 2016, quando os dados eram completos, o Grupo Globo recebeu R$ 10,2 bilhões em publicidade estatal federal.
Os gastos da Secom do Planalto totalizaram R$ 954,5 milhões nos três anos e meio de Lula. Em 2026, até junho, foram utilizados R$ 178 milhões em recursos de mídia. O Grupo Globo detém pelo menos o dobro do destinado a outros conglomerados de mídia. O Grupo Record ficou em segundo lugar, com R$ 122 milhões, e a Meta, em terceiro, com R$ 86 milhões.
O partido político apresentou representação ao Tribunal Superior Eleitoral, pedindo a suspensão das campanhas publicitárias do governo Lula. A alegação é de instrumentalização da máquina pública, com o partido afirmando que o governo ultrapassou em R$ 42 milhões o teto legal de gastos com publicidade institucional no primeiro semestre de 2026.

