A ação da Broadcom caiu 15% na manhã de quinta-feira, apesar de a empresa ter mantido o guia de receita para o terceiro trimestre. O analista John Vinh, da KeyBanc Capital Markets, defendeu a recomendação de compra da Broadcom, mas reforçou que a Nvidia permanece como a principal empresa do setor de chips de inteligência artificial.
O analista Vinh explicou que, quando uma ação cresce em uma sequência de resultados positivos, a expectativa do mercado ultrapassa o guia oficial. A Broadcom apresentou um segundo trimestre forte, com receita de US$ 22,187 bilhões, e receita de semicondutores de IA de US$ 10,80 bilhões, um aumento de 143% ano a ano. O guia de IA para o terceiro trimestre foi de US$ 16,0 bilhões, o que representa mais de 200% de crescimento anual.
Vinh apontou dois fatores que podem justificar a cautela da gestão. O primeiro é o gargalo na cadeia de suprimentos, afetado por dependências externas como capacidade de rede e energia. O segundo é a dinâmica de participação no maior cliente de IA da Broadcom, o Alphabet, onde há perda de participação em silício customizado baseado em MediaTek.
Apesar da queda, a KeyBanc elevou o preço-alvo da Broadcom para US$ 575, de US$ 500. O analista argumenta que a capacidade de computação de IA entregue pela Broadcom sugere um potencial de receita de IA para 2027 de US$ 130 bilhões, superando o guia de US$ 100 bilhões. Contudo, Vinh afirmou que a Nvidia continua sendo a melhor opção do setor, citando seu crescimento robusto e plataforma completa.


