O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Banco Central (BC) é o órgão responsável por supervisionar o sistema financeiro e que ele tomou conhecimento de irregularidades no Banco Master no segundo semestre de 2024. Haddad declarou que os fatos foram levados à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Haddad explicou que, por meio do Tesouro Nacional e da Febraban, ele teve visibilidade da fraude bancária. O ex-ministro declarou que o Ministério da Fazenda não supervisiona bancos, função exclusiva do BC. Ele comentou que a gestão anterior do BC foi alertada sobre a situação.
O ex-ministro disse que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, já tinha ciência da fraude ao assumir o cargo em janeiro de 2025. Haddad afirmou que um processo administrativo contra o Banco Master foi aberto no último mês da gestão anterior. A situação se intensificou no último trimestre de 2024, quando os fatos foram comunicados à PGR e à Polícia Federal.
Haddad também comentou que foi procurado por terceiros para receber o proprietário do Banco Master, mas garantiu que nunca se reuniu com o banqueiro. Ele acrescentou que a classificação de grupos criminosos como terroristas é usada como “cortina de fumaça para espantar o negócio do Banco Master”.

