O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Banco Central (BC) supervisiona o sistema financeiro brasileiro e que ele notificou a Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre irregularidades no Banco Master. Haddad disse que tinha conhecimento da fraude desde o segundo semestre de 2024.
Haddad declarou em entrevista a um podcast que, com base em informações do Tesouro Nacional e da Febraban, ele possuía um panorama da fraude bancária. O ex-ministro reforçou que o Ministério da Fazenda não supervisiona bancos, sendo essa função exclusiva do BC. Ele afirmou que a gestão do presidente indicado pelo ex-presidente foi alertada sobre os problemas.
Segundo Haddad, um processo administrativo contra o Banco Master foi aberto no último mês da gestão anterior do BC. A situação se intensificou no último trimestre de 2024, momento em que os fatos foram levados à PGR e à Polícia Federal. O ex-ministro também comentou que foi procurado por terceiros para receber o dono do Banco Master, mas garantiu que nunca se reuniu com o banqueiro.
Haddad acrescentou que a classificação de grupos criminosos, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas, é frequentemente usada como “cortina de fumaça para espantar o negócio do Banco Master”.

