O Haiti enfrenta uma grave crise humanitária, marcada pela violência de gangues e um governo enfraquecido, enquanto participa da Copa do Mundo ao lado do Brasil. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a ilha caribenha como a que passa pela pior crise do hemisfério ocidental.
O país, o mais pobre das Américas, sofre com instabilidade política desde 2021, ano do assassinato do então presidente. Em janeiro de 2023, o Parlamento encerrou todos os mandatos, consolidando a falência do governo. Nesse cenário de caos, gangues assumiram o controle das ruas e de quase toda a capital, Porto Príncipe, chegando a deter 90% da economia nacional.
Apesar da crise interna, a seleção haitiana compete no Grupo C da Copa do Mundo, ao lado da equipe brasileira. Na segunda rodada, os caribenhos perderam para a Escócia, enquanto o Brasil empatou com Marrocos na estreia. A conexão entre os dois países se deu também por meio de ajuda humanitária em desastres naturais e por um amistoso em 2004, conhecido como “Jogo da paz”.
A situação do Haiti também gera restrições internacionais. Em junho de 2025, o governo dos Estados Unidos assinou uma ordem proibindo a entrada de cidadãos haitianos, entre outros, no país durante o torneio, citando razões de segurança nacional.

