O Hezbollah rejeitou o acordo de paz firmado entre Líbano e Israel, afirmando que o entendimento não será implementado e alertando para o risco de um conflito interno no país. A declaração foi feita neste domingo (28) pelo deputado Hassan Fadlallah, representante político do grupo. O pacto, assinado em Washington na última sexta-feira (26), previa o desarmamento do Hezbollah.
Fadlallah afirmou durante uma cerimônia que o pacto “jamais verá a luz do dia” e não será colocado em prática. Segundo ele, o Hezbollah manterá sua estratégia de resistência e continuará defendendo a população libanesa. O parlamentar acusou autoridades do país de promover divisão interna ao aceitar os termos negociados com Israel, alegando que a medida transfere o foco do confronto externo para um conflito entre libaneses.
O líder do grupo, Naim Qassem, já havia classificado o acordo como “nulo e sem efeito” no sábado (27), definindo-o como rendição da soberania do Líbano. Apesar da assinatura, os confrontos prosseguiram neste fim de semana. A agência estatal libanesa informou que um caça israelense bombardeou áreas próximas a Deir Seryan e Taybeh, no sul do país.
O texto do acordo, divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, estabelece que o fim do estado de guerra entre os países depende do restabelecimento da autoridade do Estado Libanês sobre todo o território, condicionado ao desarmamento verificado de grupos armados não estatais. Mesmo assim, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que tropas israelenses podem permanecer no território libanês enquanto o Hezbollah permanecer armado.

