O Hezbollah rejeitou a trégua condicional proposta por autoridades libanesas e israelenses nesta quinta-feira (4). O grupo exigiu um cessar-fogo abrangente e a retirada das forças israelenses do Líbano. A recusa ocorre após negociações em Washington, onde foi acordado um cessar-fogo condicionado à suspensão dos ataques do grupo.
O líder do Hezbollah, Naim Qasem, comunicou por meio do canal Al Manar que o cessar-fogo deve ser global e não permitir a permissão para matar em nome do inimigo no Líbano. Para o grupo, uma retirada constituiria “rendição e derrota”. Um alto funcionário do Hezbollah confirmou a rejeição do acordo a um veículo de comunicação, informando que a decisão foi comunicada ao presidente do Parlamento, Nabih Berri.
As negociações, que envolveram enviados israelenses e libaneses em Washington, haviam chegado a um acordo de cessar-fogo condicionado à suspensão dos ataques do Hezbollah e à retirada de seus membros da área ao sul do rio Litani. O presidente libanês, Joseph Aoun, aguardava a resposta do grupo, que ele classificou como uma “última chance” para o acordo.
Enquanto isso, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que o exército continuará ataques e operações terrestres. As forças israelenses mantêm liberdade de ação, com apoio americano, para atacar Beirute em resposta a bombardeios. Autoridades libanesas relataram que os bombardeios israelenses causaram mais de 3.500 mortes e deslocaram mais de um milhão de pessoas no Líbano desde 2 de março.


