O Tribunal do Júri de Piracicaba condenou Robert Mytchell Egídio Faria a 36 anos e quatro meses de prisão. A sentença refere-se ao sequestro, execução e ocultação do corpo de um açougueiro, ocorrido em janeiro de 2025, em um contexto de julgamento paralelo.
A condenação ocorreu nesta quarta-feira (3). Segundo a investigação, o homicídio foi motivado por uma acusação de abusos sexuais contra a vítima, embora essa suspeita não tenha sido analisada pela Justiça. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) informou que o açougueiro, de 45 anos, foi retirado de sua residência no bairro Bosque dos Lenheiros e executado por criminosos ligados ao tráfico de drogas.
Robert Mytchell Egídio Faria é apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e teria ordenado o sequestro e a execução. O promotor Aluisio Antonio Maciel Neto declarou que a decisão representa uma resposta da sociedade à violência de organizações criminosas que buscam substituir as instituições estatais por mecanismos clandestinos.
A delegada Juliana Ricci, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba, explicou que os criminosos atuaram como um “estado paralelo”, julgando a vítima sem intervenção judicial. A decisão reconheceu que o réu cometeu três crimes: sequestro, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
A defesa de Robert Mytchell Egídio Faria não concorda com o veredito. O advogado Marcelo Borrasca afirmou que a materialidade e autoria não foram comprovadas nos autos e que será interposto recurso ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) para anular o julgamento.


