A Honeywell Aerospace, recém-independentemente negociada, definiu como prioridade máxima o investimento na base de suprimentos. O CEO, Jim Currier, declarou que essa ação visa desbloquear capacidade produtiva e converter o backlog da companhia, que ultrapassa os US$ 19 bilhões e cresceu 20% no ano.
Currier explicou que a empresa atua como um provedor de sistemas críticos em mais de 250 plataformas comerciais e de defesa. Ele afirmou que a alocação de capital deve focar em suprimentos antes de fusões e aquisições. A urgência decorre do volume de pedidos, cuja conversão em receita depende da capacidade dos fornecedores produzirem peças e aviônicos no ritmo necessário.
O desmembramento da empresa, que agora opera como uma companhia independente, oferece o que Currier chamou de “tremendo avanço”. Esse status permite uma alocação de capital focada, sem competir internamente com outras divisões da antiga matriz, a Honeywell. A estratégia adotada é de “desenvolver uma vez e implantar em todos os lugares”.
A empresa possui exposição internacional no segmento de defesa, que representa cerca de 30% de sua receita nesse setor. Analistas acompanharão se o aumento de gastos com a base de suprimentos conseguirá transformar o recorde de pedidos em faturamento, mantendo a disciplina de gestão de capital.

