O humor funcionou como um meio eficaz para expor a arbitrariedade e a ignorância do poder durante o regime militar brasileiro. Mesmo sob censura e repressão, cronistas e cartunistas encontraram material para críticas sociais.
A repressão política imposta durante o período militar gerou um ambiente de forte controle sobre a expressão. Contudo, o humor se estabeleceu como uma das formas mais eficientes de questionar o poder estabelecido.
Casos específicos ilustram essa tensão entre arte e Estado. A apreensão de livros na residência do poeta Ferreira Gullar, por exemplo, ocorreu sob a alegação de ligação com Cuba. Esse episódio demonstrou um Estado desconectado da razão e do bom senso, segundo a imprensa.

