A inteligência artificial corporativa deve avançar da fase de testes para a comprovação de impacto real nos negócios, avalia Marcelo Braga, CEO da IBM Brasil. Segundo o executivo, as companhias precisam concentrar investimentos em projetos com objetivos claros e métricas definidas, evitando iniciativas sem sustentação.
Braga afirmou que projetos de IA devem ter um objetivo de negócio definido. Ele recomendou que as empresas busquem aplicações simples e escaláveis, capazes de gerar produtividade imediata, o que pode financiar projetos mais ambiciosos no futuro. O executivo declarou que, sem impacto mensurável, o projeto não se sustenta.
O uso da IA no ambiente corporativo difere do uso pessoal, especialmente em setores regulados, como saúde e bancos. Braga explicou que é preciso garantir a rastreabilidade das respostas dos sistemas e corrigir dados que se tornam inválidos, pois as regulamentações mudam rapidamente. Por isso, plataformas de orquestração e segurança de agentes de IA ganham importância para controlar risco e viés.
A expansão da IA também elevou a complexidade da cibersegurança. O CEO da IBM Brasil comentou que ataques identificam falhas com maior velocidade, forçando o uso de IA na defesa. Além disso, ele apontou que a computação quântica será uma fronteira futura, com potencial para acelerar o desenvolvimento de medicamentos e ameaçar criptografias tradicionais.


