A Anthropic revelou que seu modelo de inteligência artificial, Claude Mythos, demonstra capacidade de superar humanos em tarefas de segurança cibernética e hacking. A ferramenta gerou discussões entre reguladores e instituições financeiras sobre os riscos para serviços digitais globais.
O Mythos, parte do sistema Claude da empresa, foi testado por pesquisadores em um relatório que classificou o modelo como “incrivelmente capaz em tarefas de segurança de computadores”. Os testes revelaram que a IA consegue localizar e explorar vulnerabilidades escondidas em códigos antigos com facilidade. A Anthropic concedeu acesso inicial a 12 empresas de tecnologia, como Amazon Web Services, Apple, Microsoft, Google, Nvidia e Broadcom, por meio do Project Glasswing.
A empresa afirmou que o modelo encontrou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade em sistemas operacionais e navegadores web. Devido a essas capacidades, ministros das finanças e executivos do setor financeiro expressaram preocupação com o risco de comprometimento dos sistemas financeiros. O tema foi discutido em reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington em abril.
A Anthropic planeja estender o acesso ao Mythos para mais 150 instituições em setores como energia, água e saúde, mediante cumprimento de requisitos de segurança. Especialistas cibernéticos apontam que, embora o modelo seja poderoso, sua maior ameaça reside em sistemas mal protegidos, e não necessariamente em infraestruturas bem defendidas.

