A Anthropic, empresa de inteligência artificial, afirmou que seu modelo Claude Mythos pode superar humanos em tarefas de segurança cibernética e hacking. A descoberta levou reguladores e instituições financeiras a debaterem os riscos que a ferramenta representa para serviços digitais globais.
O Mythos, parte do sistema Claude, foi apresentado em abril e, segundo testes realizados por pesquisadores, demonstrou grande capacidade em segurança de computadores. Os testes revelaram que a ferramenta consegue localizar bugs inativos em códigos antigos e sugerir formas de explorá-los, incluindo uma falha em sistema com 27 anos de existência.
A Anthropic concedeu acesso ao modelo a 12 empresas de tecnologia por meio do Project Glasswing, um esforço para proteger sistemas essenciais. Entre os parceiros estão Amazon Web Services, Apple, Microsoft, Google, Nvidia e Broadcom. A empresa estenderá o acesso a mais 150 instituições em setores como energia e saúde, após atender a requisitos de segurança.
O potencial do modelo gerou apreensão no setor financeiro. Autoridades internacionais, como o ministro das Finanças do Canadá, mencionaram o Mythos em reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington. O diretor do Banco da Inglaterra declarou que é preciso analisar o impacto do desenvolvimento na segurança cibernética.
Especialistas cibernéticos apontam que o modelo é um ‘hacker muito bom’, mas o Instituto de Segurança em IA do Reino Unido disse que sua ameaça seria maior contra sistemas mal protegidos. A Anthropic, por sua vez, disse que o foco deve ser na correção da segurança cibernética básica, e não no pânico.


