A popularização de ferramentas de inteligência artificial generativa permite prototipar sistemas de CRM rapidamente. Contudo, pesquisas acadêmicas e levantamentos indicam que, ao passar à operação comercial, os riscos técnicos e financeiros crescem aceleradamente, segundo especialistas.
O desenvolvimento de software conduzido majoritariamente por IA, conhecido como vibe coding, atrai empresas pela promessa de baixo custo inicial. No entanto, relatórios mostram que entre 40% e 62% do código gerado por IA possui falhas de projeto ou vulnerabilidades. O relatório GenAI Code Security Report 2025, da Veracode, testou mais de 100 modelos de linguagem e mediu 45% de densidade de vulnerabilidades, um índice 2,74 vezes maior que o código escrito por humanos.
Os problemas se manifestam em produção, semanas após a implementação. Um estudo aceito no IEEE-ISTAS 2025 demonstrou que as falhas críticas aumentam 37,6% a cada ciclo de refinamento automático, após apenas cinco iterações. Além disso, a análise da GitClear encontrou oito vezes mais duplicações em trechos gerados por IA em 2024. A Apiiro relatou que, até junho de 2025, o código gerado por IA adicionava mais de 10 mil novos alertas de segurança por mês aos repositórios analisados.
O custo também representa um ponto crítico. A consultoria Mind Consulting aponta que o Custo Total de Propriedade (TCO) de projetos customizados por IA pode alcançar 2,5 a 3,5 vezes o orçamento inicial em cinco anos. A ausência de mecanismos essenciais, como controle transacional e backups constantes, compromete a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O CEO da Ploomes, Matheus Pagani, afirmou que “um CRM é o coração da operação comercial. Quando ele falha, é a receita da empresa que para.”

