Consumidores dos Estados Unidos gastaram US$ 26,4 bilhões em todos os sites de varejo durante o Prime Day da Amazon. Segundo a Adobe, pessoas que acessaram lojas por assistentes de inteligência artificial tiveram 40% mais chance de comprar que aquelas vindas de busca ou redes sociais.
A tendência aponta que assistentes de IA, como os de grandes modelos de linguagem, estão se tornando mais eficazes em fornecer informações para a compra. A mudança contrasta com dados anteriores da Adobe, que mostravam que clientes enviados por IA tinham menor probabilidade de compra.
A estratégia da Amazon difere da de rivais como Walmart e Target. A empresa mantém assistentes de IA externos afastados de sua plataforma, enquanto concorre com ferramentas próprias, como o Alexa for Shopping, que atraiu mais de 250 milhões de usuários. O CEO da Amazon, Andy Jassy, declarou em abril que a companhia negocia com empresas de IA para otimizar a experiência entre seus sistemas e agentes terceirizados.
A Amazon foca em seu próprio assistente de IA, visando ser o melhor disponível. Essa estratégia apoia o modelo de negócios da empresa, onde a receita de publicidade é um pilar importante, projetada para gerar cerca de US$ 83 bilhões em receita este ano, segundo J.P. Morgan.

