A inteligência artificial está sendo aplicada na conservação ambiental global, com a plataforma EarthRanger monitorando espécies ameaçadas e áreas de proteção em diversos países. A ferramenta utiliza dados de GPS e sensores para alertar equipes de campo sobre movimentações suspeitas de animais silvestres.
A iniciativa teve origem em 2012, quando a caça ilegal de elefantes atingiu níveis recordes na África. Na época, o pesquisador Jake Wall criou um algoritmo que identificava quando um elefante permanecia imóvel por mais de cinco ou seis horas, enviando alertas por SMS a gestores locais.
O sistema evoluiu para o EarthRanger, lançado em 2015. A plataforma reúne dados de coleiras com GPS, câmeras e sensores remotos, e a IA analisa essas informações para gerar alertas rápidos aos guardas. Atualmente, mais de 900 locais utilizam o sistema em seis continentes e 90 países, acompanhando espécies como elefantes e girafas.
Além do impacto ambiental, a tecnologia apoia o turismo de safári na África. O setor movimentou cerca de US$ 20,5 bilhões no último ano e a Organização das Nações Unidas (ONU) projeta que esse valor possa chegar a US$ 39,2 bilhões até 2035, impulsionado pela conservação.

