A IBM está estruturando a tecnologia de computação quântica para transformá-la em um negócio escalável, segundo a imprensa. A companhia formará uma subsidiária, a Anderon, para produzir wafers de silício, visando o mercado projetado em US$ 90 bilhões até 2040.
A empresa dedicou uma década ao desenvolvimento, teste e aprimoramento da computação quântica. Agora, a IBM estabelece a base para que essa tecnologia saia do status de projeto científico caro e se torne um negócio consolidado. A subsidiária Anderon receberá um aporte de US$ 1 bilhão da administração e US$ 1 bilhão de capital próprio da IBM.
Com Anderon, a IBM ganha uma nova linha de negócios ao vender wafers para outras empresas do setor. A companhia também planeja investir US$ 9 bilhões ao longo de cinco anos para avançar na tolerância a falhas, meta essencial para o uso generalizado. O computador Starling, que visa essa capacidade, tem como alvo o ano de 2029.
A iniciativa posiciona a IBM para participar do mercado de provedores de computação quântica, que o Boston Consulting Group projeta atingir entre US$ 90 bilhões e US$ 170 bilhões até 2040. A empresa também planeja desenvolver computadores mais potentes após o Starling, previstos para 2033.

