O Ibovespa iniciou a semana tentando estabilizar após registrar oito semanas consecutivas de queda, a maior sequência negativa de sua história. O principal índice da Bolsa brasileira perdeu a marca de 170 mil pontos, em um movimento brusco após atingir um recorde de 199.354 pontos em abril.
A pressão sobre o mercado brasileiro deriva, em grande parte, dos dados econômicos dos Estados Unidos. O relatório de emprego de maio mostrou a criação de 172 mil vagas, um número superior às estimativas de mercado. Economistas afirmam que esse dado reacende temores de que a inflação americana permaneça resistente, forçando o Federal Reserve a manter ou elevar os juros.
A elevação dos rendimentos dos títulos do governo dos EUA torna esses ativos mais atrativos, diminuindo o apetite por ações e moedas emergentes, como a brasileira. Esse movimento já impactou o mercado, elevando juros futuros no Brasil e causando perdas em Wall Street, com o Nasdaq caindo mais de 4% na sexta-feira.
Além dos juros, o conflito no Oriente Médio adiciona um fator de risco geopolítico ao cenário. Analistas apontam que a escalada pode manter o petróleo em patamares elevados, pressionando a inflação global. Entre os pesos-pesados do índice, Vale e Petrobras continuam sob observação, assim como o setor financeiro, devido a riscos de classificação internacional.


