Um analista sênior de Internacional afirmou que a interferência de questões ideológicas nas relações internacionais gera problemas. Ele criticou a postura do Departamento de Estado americano por ser excessivamente ideológica, defendendo uma abordagem pragmática entre Brasil e Estados Unidos.
O especialista destacou que o Brasil não deve ser visto como inimigo dos Estados Unidos e apontou uma grande oportunidade para negociações de tarifas preferenciais ou um acordo de livre comércio. O analista mencionou que o Mercosul poderia integrar essas negociações, o que seria “sensacional” após o acordo provisório com a União Europeia.
Américo Martins demonstrou preocupação com a ala ideológica do governo americano, que teria equiparado o Brasil a ditaduras como Nicarágua e Cuba perante o Congresso americano. O analista disse que essa comparação é um erro grave que compromete o diálogo bilateral, defendendo que o pragmatismo beneficia ambas as partes, inclusive economicamente.
Em retrospectiva, o analista criticou a mentalidade protecionista brasileira, citando a antiga lei da informática. Ele observou que o país não evoluiu significativamente nesse aspecto, afirmando que “não conseguimos fazer os nossos próprios computadores, não houve jeito, não seriam melhores, não seriam mais baratos”.


