A gestora IG4 apresentou uma proposta não vinculante para adquirir parte relevante dos créditos da Raízen, visando concentrar o controle das dívidas da empresa. A iniciativa ocorre em meio ao maior processo de recuperação extrajudicial do Brasil, onde a companhia acumula passivos de R$ 64,7 bilhões.
A estratégia da IG4 busca reduzir a dispersão entre credores e agilizar decisões sobre o futuro da companhia. A proposta exige que um percentual mínimo de créditos seja alcançado para que a negociação prossiga. A movimentação da gestora chama atenção, pois ela recentemente ganhou espaço no setor industrial ao assumir a participação da Novonor na Braskem.
A situação financeira da Raízen levou a empresa a um grande processo de reestruturação. No início de junho, 74,5% dos credores aprovaram o plano extrajudicial, que prevê uma injeção de R$ 3,5 bilhões liderada pela Shell. O acordo também estabelece a conversão de 45% dos débitos em ações da companhia.
Fontes de mercado indicam que, após a reestruturação, a IG4 poderia assumir papel central nas operações de açúcar e etanol. Paralelamente, a Raízen vendeu operações de *downstream* na Argentina por US$ 1,42 bilhão, como parte da busca por recursos para simplificar sua estrutura.

