Cuba enfrenta novas ameaças dos Estados Unidos, e a liderança insular segue um guião de resistência, apesar da deterioração de suas forças armadas. Vídeos divulgados mostram equipamentos antigos, mas o governo usa o material para projetar desafio militar.
Especialistas em política cubana afirmam que a liderança insular está preparada para lutar até o fim contra as pressões dos EUA. Centenas de vídeos publicados pelas forças armadas e pelo governo da nação insular ilustram o estado de degradação de suas forças de combate, com equipamento obsoleto. O objetivo, segundo um especialista, é “mostrar a resistência” do povo cubano, independentemente do poderio militar americano.
No auge, no início dos anos 1990, as forças armadas cubanas contavam com mais de 235 mil militares ativos, apoiadas por armamento soviético. Após o colapso da União Soviética, o efetivo foi reduzido a, no máximo, 50 mil militares na ativa. A força reduzida treina com equipamentos soviéticos antigos, como um sistema antiaéreo ZU-23 rebocado por bois, em exercícios locais.
O presidente Miguel Díaz-Canel declarou que, em caso de agressão militar, “se cairmos em combate, morrer pela pátria é viver”. Além da deterioração, as forças cubanas adaptaram-se a uma “estratégia do ouriço”, focando em táticas de guerrilha, o que pode dificultar a subjugação do país por um adversário mais forte.

