A seleção canadense alcança um nível competitivo em 2026, impulsionada pelo aumento da imigração e da diversidade étnica. O time, majoritariamente negro, contrasta com a equipe de 1986, que era quase toda branca, marcando uma transformação social e esportiva no país.
O futebol no Canadá passou por uma grande mudança. Enquanto em 1986 a seleção era composta majoritariamente por atletas brancos e o esporte não era popular, a realidade atual é outra. A palavra-chave para essa evolução é a imigração. O país abriga cerca de 269 mil refugiados, um dos maiores do mundo, e recebeu diversas ondas migratórias que aumentaram sua diversidade.
Essa nova composição se reflete em centros de desenvolvimento de talentos, como em Brampton, na província de Ontario. A cidade, apelidada de “fábrica do futebol”, é um polo de presença afro-caribenha, latino-americana e sul-asiática. Seis jogadores da equipe se formaram nessa região, demonstrando como o esporte une descendentes de diversas origens.
Um exemplo notável é o lateral-esquerdo Alphonso Davies, que nasceu em 2000 em um campo de refugiados em Gana. Após o acolhimento canadense, Davies se tornou profissional e assinou contrato com o Bayern de Munique. Sua trajetória ilustra como a acolhida do país contribuiu para o florescimento de sua seleção.

