Imigrantes que vivem na Espanha utilizam menos os serviços públicos de saúde, especialmente a Atenção Primária, e, como consequência, recorrem mais a emergências e internações hospitalares. É o que aponta um relatório do Ministério da Saúde espanhol, divulgado nesta segunda-feira (1º).
De acordo com o estudo, a menor procura pela atenção primária leva a diagnósticos mais tardios, aumentando a necessidade de atendimentos de urgência e hospitalizações. A ministra da Saúde, Mónica García, classificou os dados como uma resposta aos ‘boatos que contaminam o debate público’, em referência ao discurso do partido de extrema direita Vox. ‘Frente a essa falsa prioridade nacional da extrema direita, nossa prioridade é universal, proteger a todos, proteger os direitos humanos, cuidar de todos e não deixar ninguém para trás’, afirmou García.
O informe reúne estatísticas oficiais do sistema de saúde espanhol e busca oferecer embasamento factual para o debate migratório, em meio a críticas de que os imigrantes sobrecarregam a sanidade pública. Os dados, no entanto, indicam que o uso menor de serviços preventivos pode gerar custos maiores no futuro.

