A inadimplência de empresas brasileiras atingiu o maior nível da história em abril de 2026. O país registrou 9 milhões de Cadastros Nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs) negativados no período, o pior patamar da série iniciada em janeiro de 2016 pela Serasa Experian.
O volume de calotes representa uma alta de 1,5 milhão de novos negócios em comparação com abril do ano passado, quando o indicador marcava 7,5 milhões. O montante total das contas atrasadas superou R$ 220,9 bilhões no quarto mês do ano. A média de pendências financeiras por CNPJ ficou em R$ 24.665,91, e cada empresa devedora acumula uma média de 7,1 boletos sem pagamento.
A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, afirmou que a perda de faturamento e os juros elevados devem gerar novos recordes ao longo de 2026. A taxa básica de juros permanece em 14,5% ao ano, o que encarece empréstimos e trava investimentos produtivos.
O setor de serviços concentra 55,6% das empresas devedoras, enquanto as pequenas e microempresas somam 8,5 milhões dos CNPJs negativados. O estado de São Paulo lidera a lista nacional, com 3.076.064 empresas com contas atrasadas.


