A indústria nacional possui capacidade para atender à demanda do primeiro leilão de baterias do Brasil, afirmou o diretor-executivo da Absae. A declaração ocorreu após o Ministério de Minas e Energia publicar as diretrizes do certame, que ocorrerá em duas etapas em dezembro de 2026.
O diretor-executivo da Absae, Fábio Lima, disse que a produção brasileira pode suprir o volume exigido pelo leilão. Ele comentou que já existem empresas no país que fornecem soluções de armazenamento para usos comerciais e industriais. O leilão, que será realizado em duas fases, sinaliza ao setor fabril a possibilidade de produção em maior escala, segundo Lima.
O diretor relatou interesse crescente de empresas estrangeiras, notadamente chinesas, em participar do certame e instalar produção no Brasil, mencionando receber contatos diariamente. O Grupo Moura foi citado como empresa brasileira atuante no segmento, após anunciar investimentos em baterias de lítio. A Absae projeta que o mercado brasileiro de baterias alcance cerca de R$ 77 bilhões até 2034, sob premissas conservadoras.
Lima defendeu que o crescimento da indústria depende da criação de um mercado permanente, e não apenas de contratações pontuais. Ele solicitou que o país adote medidas regulatórias e políticas, como facilidades tributárias e reformas tarifárias, para dar segurança ao setor. O diretor explicou que o armazenamento pode ser usado diretamente por geradores, diferente do modelo centralizado do leilão, ajudando a reduzir o desperdício de energia renovável.

