A infraestrutura digital se estabelece como nova classe de ativos para investidores, segundo Philippe Camu, co-CIO do Goldman Sachs Alternatives. Ele afirmou que o avanço da inteligência artificial e da economia digital exige US$ 5 trilhões em investimentos nesse setor até 2030.
Camu explicou que a infraestrutura deixou de se limitar a transporte, energia e serviços públicos. Atualmente, ela engloba data centers, infraestrutura digital e a transição energética. O executivo declarou que essa classe de ativos está na encruzilhada dos fatores mais importantes para o crescimento social.
O mercado de infraestrutura, segundo o co-CIO, cresceu de cerca de US$ 50 bilhões quando a Goldman iniciou o investimento em 2006, atingindo aproximadamente US$ 1,5 trilhão em ativos sob gestão. Contudo, ele ressaltou que o volume é pequeno frente à demanda global, projetando a necessidade de US$ 100 trilhões até 2040.
Em relação ao cenário econômico, Camu comentou que o ambiente mudou drasticamente após a pandemia e a guerra na Ucrânia. Ele afirmou que, em um contexto de juros mais altos e menor liquidez, o setor pode oferecer retornos ajustados ao risco superiores aos vistos em períodos de taxas próximas de zero.
O executivo orientou que investidores evitem projetos dependentes de subsídios ou contratos governamentais. Camu citou investimentos privados em energia solar nos Estados Unidos com contratos de longo prazo como exemplo de tese de investimento, buscando ativos essenciais com menor exposição à decisão política.

