As ações da Intel subiram 10% no início do pregão, atingindo cerca de US$ 133, após o anúncio de uma parceria com a Apple para o projeto e produção de chips nos Estados Unidos. A iniciativa, divulgada após declaração do presidente Trump, reforça a capacidade da Intel Foundry e busca fortalecer a manufatura doméstica de semicondutores.
A colaboração com a Apple, um dos maiores compradores globais de semicondutores, representa uma validação transformacional para a tecnologia de processo da Intel. Atualmente, a Apple obtém chips avançados majoritariamente da Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC). A diversificação de fornecimento pela Apple visa mitigar pressões de custos de memória e armazenamento impulsionadas pela demanda de inteligência artificial, conforme comentou o CEO da Apple.
Os resultados financeiros da Intel também mostram melhora. A Intel Foundry registrou receita de US$ 5,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 20% em relação ao trimestre anterior. Além disso, o CEO da Intel, Lip-Bu Tan, informou que os wafers do processo 18A estão avançando além das projeções internas.
Apesar do otimismo, a empresa enfrenta desafios. A Advanced Micro Devices (AMD) conquistou 33% do mercado de CPU para servidores no primeiro trimestre de 2026. Analistas do Bank of America elevaram a recomendação da Intel para Buy, com alvo de US$ 135, mas o mercado observa a concorrência e a avaliação da empresa.

