Um investidor acumulou exposição a ações sul-americanas no primeiro trimestre de 2026, investindo em ETFs de Brasil e Argentina. A estratégia foca em avaliações baixas e alta de commodities no Brasil, e em apostas nas reformas econômicas da Argentina, sem relação com inteligência artificial.
O escritório Duquesne Family Office, liderado por Stanley Druckenmiller, aumentou a participação em ativos sul-americanos. O ETF iShares MSCI Brazil (EWZ) representa cerca de 4,49% do portfólio, sendo a quinta maior posição, ao lado de uma nova posição no ETF da Argentina. A imprensa tem focado nas apostas do investidor em chips de memória para IA, mas a estratégia macro foi pouco notada.
No Brasil, a aposta se baseia em commodities e taxas de juros. O ETF EWZ, que inclui Petrobras, Vale, B3 e Itaú Unibanco, negocia a US$ 33,73 e subiu 25,62% no ano. A posição busca aproveitar avaliações baixas, dado que o real comercializa a 0,1937 frente ao dólar.
A posição na Argentina é uma aposta distinta, focada na sobrevivência do programa de reformas do governo. O ETF Global X MSCI Argentina (ARGT) negocia a US$ 97,10 e teve retorno de 234,11% em cinco anos. O experimento é apoiado por um swap cambial de US$ 20 bilhões, e as projeções fiscais apontam para superávit.

