A transmissão de uma partida entre Brasil e Marrocos alcançou 12,7 milhões de dispositivos conectados simultaneamente. A investidora Camila Farani afirmou que esse número simboliza a consolidação de um novo modelo de distribuição de conteúdo, baseado em plataformas digitais e acesso gratuito.
Farani explicou que o desempenho reflete uma construção gradual iniciada em 2019, quando a produção de conteúdo próprio começou nas redes sociais. A estratégia ganhou força com a cobertura da Copa do Mundo de 2022, avançou durante as Olimpíadas de Paris em 2024 e se consolidou com a Copa do Mundo de Clubes em 2025.
A plataforma apostou na linguagem nativa da internet e na aproximação com o público que consome conteúdo por smartphones e streaming, em vez de competir diretamente com a televisão aberta. A FIFA ampliou a parceria com a CazéTV para a Copa do Mundo de 2026 como resultado direto dos números apresentados em eventos anteriores.
Segundo Farani, o mercado direciona investimentos para ambientes que oferecem alcance e engajamento alinhados às novas gerações. O debate sobre consumo de conteúdo deixou de ser uma escolha entre televisão e internet para focar nos canais efetivamente utilizados pelo público-alvo durante grandes eventos esportivos.

