Investidores estão reavaliando a concentração de capital em grandes empresas de inteligência artificial, como Apple, Google e Microsoft, devido aos altos custos de infraestrutura. Analistas apontam uma rotação saudável de fundos para fornecedores de componentes, como Micron e Taiwan Semiconductor.
Sarah Kunst, da Cleo Capital, afirmou que a saída de investimentos dos grandes nomes da IA representa uma correção saudável. O motivo é a necessidade de os investidores considerarem os custos de expansão da infraestrutura de IA. A Microsoft, por exemplo, registrou um aumento de 84% em seus gastos de capital (capex) no terceiro trimestre, atingindo US$ 30,88 bilhões. O Google também projetou gastos de capital para 2026 entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões.
O capital está migrando para os fornecedores. A Micron, por exemplo, superou a receita esperada em 17,60% e viu sua margem bruta GAAP crescer de 37,7% para 84,6%. O CEO da empresa declarou que isso comprova “o valor estratégico da memória na era da IA”. Taiwan Semiconductor também é beneficiada, com previsão de crescimento acima de 30% para o ano de 2026.
Kunst argumenta que o mercado deve recompensar as empresas que constroem a infraestrutura da IA. Ela observa que o Google permanece sendo a megaempresa mais barata em sua lista, com P/E de 15x, abaixo dos patamares de Apple (36x) e Microsoft (26x). A imprensa aponta que a narrativa de exaustão de talentos de IA também influencia a cautela dos investidores.

